Uma sátira do feminino - outrora intitulada Irene (Altar), Deusa do Ébano, W2, Guia Espiritual, e agora atualmente novamente chamada W2: esta sacerdotisa da autoridade feminina adornada com jóias, pedras e minerais caminha com uma quietude opulenta, emulando uma presença radiante e deliberada. A sua energia é exuberante e imponente — um espelho do divino.
ENERGIA FEMININA METAMÓRFICA
W² (Deusa) é uma obra de centrada na personagem através da Anti-House, a exploração a longo prazo de Luísa Mota sobre arquétipos, mito e transformação. Pronunciada “W ao quadrado”, a personagem encarna o paradigma feminino-água — uma presença fluida e mutável que canaliza a polaridade yin através da receptividade, intuição e profundidade emocional. A obra desenrola-se através de múltiplos media: performance, imagem em movimento, colagem, têxtil e gesto ritual.
Desde 2010, W² tem-se manifestado através de filmes, ações performativas, encontros comunitários e trabalhos materiais. Em vez de um ícone fixo, ela emerge como uma metáfora viva da divindade feminina — relacional, evasiva e transformadora.
Outra iteração da W2 é a ‘Goddess women silk piece’, uma peça mística que pode ser utilizada pelas suas qualidades energéticas transformadoras. Nesta obra, o arquétipo da mulher-deusa é explorado através de uma seda de 23 metros impressa com imagens de deusas, a maioria delas de performances de iterações anteriores da W2.