'Mães D’Água' (2023) foi um projeto comunitário centrado na performance, encomendado pelo Zambujal 360 e pela Fundação Manuel António da Mota. Desenvolvida ao longo de quatro meses, esta iniciativa aproximou a artista Luísa Mota, a coreógrafa Ana Rocha e o coletivo Anti-House dos residentes do Bairro do Zambujal, Amadora (Portugal). Através de workshops, apresentações e eventos colaborativos que envolviam mediadores e associações locais, o projeto explorou temas como a invisibilidade social, o preconceito de género e o sentido simbólico de pertença. Para documentar e avaliar os seus resultados, foi realizado um relatório de impacto externo pela Stone Soup Consulting.
| Performances Espontâneas | Apresentações locais com diferentes grupos de pessoas, desde o início até ao final do projeto. |
| Evento Comunitário | Uma encontro de residentes locais e associações para celebrar o projeto, com os Crystal Beings e atuações de música ao vivo. Estiveram presentes mais de 150 pessoas. |
| Workshops | Workshops participativos com parceiros locais e residentes. |
| Jogo de Futebol | Um jogo de futebol com Crystal Beings no campo de futebol local, com a participação de algumas crianças e adolescentes do bairro. |
| Mural | Mural 'Crystal Beings' como parte da ODS 9 e do projeto Zambujal 360. |
| Evento Final | Celebração comunitária do fim do projeto na Praça Galegas, onde se encontra o mural, com música ao vivo e atuação de Crystal Beings. |
Um dos resultados finais foi o mural 'Crystal Beings', inspirado em narrativas locais e reflexões co-criadas. Os Crystal Beings — figuras arquetípicas recorrentes na prática de Mota — foram reimaginados como guardiões fluidos do bairro: presenças reflexivas que transcendem a idade, o género e a raça, oferecendo uma estrutura poética para a visibilidade coletiva e estimulando a criatividade como caminho para a transformação.
"O projeto 'Mães d'Água' revelou-se uma iniciativa transformadora para o bairro do Zambujal, promovendo a igualdade de género, capacitando mulheres e jovens, e incentivando uma nova dinâmica de coesão social e participação cultural.
(...) Esta jornada de valorização da diversidade e do talento local teve um impacto positivo no Zambujal e, com o apoio necessário, continuará a inspirar, fortalecer e unir a comunidade. Os impactos observados mostram que a arte pode ser um catalisador significativo de mudança social em comunidades com grande diversidade cultural e étnica.
Em suma, ‘Mães d'Água’ demonstrou que a arte pode ser uma ferramenta poderosa para promover a unidade e um sentido de pertença. Com um plano de sustentabilidade bem estruturado e apoio contínuo, este projeto tem o potencial de se tornar um exemplo duradouro de como a arte pode impulsionar a mudança social em comunidades com características semelhantes."
- Relatório de Impacto por Stone Soup